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- “Para um momento como este” (Et 2:19–5:8, NVI) - 04/08/2015

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Em Ester 3:1-5, a trama da história começa a se desenrolar. Mordecai, um judeu, seguindo o mandamento contra a idolatria, recusou curvar-se diante de Hamã, um mero homem. Furioso, Hamã procurou uma forma de se vingar daquilo que considerou uma desfeita. Por seus atos, de certa forma, Mordecai estava testemunhando em meio àqueles pagãos sobre o Deus verdadeiro.

5. Que desculpa Hamã usou para tentar livrar o império dos judeus? É fácil deixar que as diferenças culturais nos ceguem para a humanidade de todas as pessoas? Et 3:8-13; At 17:26

Quando a conspiração de Hamã se tornou conhecida, Mordecai expressou visivelmente sua dor, usando o único ritual religioso judaico mencionado no livro de Ester: “Vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz” (Et 4:1, NVI). Nesse ínterim, Ester se preparava para viver à altura da acusação de Hamã. Ela se tornaria uma transgressora judia da lei real persa ao entrar heroicamente na presença do rei sem convite, como parte de um plano para anular a trama de Hamã. O rei a admitiu e aceitou o convite dela para um banquete. Ester então tomou a dianteira no drama enfrentado pelos exilados judeus em toda a Pérsia. Nessa história, Ester mostrou abnegação e heroísmo (Et 4:16), tato (Et 5:8) e coragem (Et 4:6).

“Por intermédio da rainha Ester, o Senhor efetuou um poderoso livramento em favor de Seu povo. Numa ocasião em que parecia que ninguém poderia salvá-lo, Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão e trouxeram salvação a seu povo.

“O trabalho das mulheres em conexão com a causa de Deus, nos tempos do Antigo Testamento, ensina lições que nos habilitam a enfrentar emergências na obra de Deus hoje. Talvez não sejamos levados a uma situação tão crítica e notória como o povo de Deus no tempo de Ester. Muitas vezes, porém, mulheres convertidas podem desempenhar parte importante em posições mais humildes” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1290, 1291).

Ester 4:14 traz as famosas palavras de Mordecai: “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” (NVI). De que forma o princípio por trás dessas palavras se aplica a você nos dias atuais?

- Ester na corte do rei - 03/08/2015

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3. Leia Ester 2:10, 20. Por que Mordecai instruiu Ester a não revelar sua origem? Por que, às vezes, pode ser prudente não revelarmos imediatamente nossa filiação religiosa?

4. Leia João 4:1-26, a história de Jesus e a mulher junto ao poço. Por que Ele disse abertamente que era o Messias, enquanto entre Seu próprio povo não falou de maneira tão franca? Como esse relato nos ajuda a entender as palavras de Mordecai a Ester?

Duas vezes Mordecai recomendou a Ester que não revelasse sua nacionalidade nem sua origem familiar. Isso tem deixado muitos comentaristas perturbados, e eles têm questionado a necessidade dessa atitude de ocultação, especialmente numa época em que o povo judeu não estava sob ameaça. Será que ela não poderia ter sido uma testemunha de seu Deus para esses pagãos se tivesse sido clara sobre quem era e sobre o Deus a quem adorava? Ou se poderia argumentar que os judeus não tinham credibilidade na corte persa e que, se Ester tivesse revelado sua etnia, isso a teria impedido de obter acesso ao rei quando fosse pleitear por seu povo? Contudo, parece que mesmo antes de ter ocorrido a ameaça, Mordecai já havia advertido Ester a não revelar sua identidade. O fato é que a Bíblia não nos revela a razão das palavras de Mordecai a Ester; contudo, como podemos ver pelo exemplo de Jesus, não é preciso que alguém revele tudo imediatamente em todas as circunstâncias. A prudência é uma virtude.

No entanto, por que Jesus falou tão abertamente à mulher junto ao poço e não ao Seu próprio povo?

“Era muito mais reservado quando falava com eles. Aquilo que fora retido aos judeus, e que os discípulos haviam recebido recomendação de guardar em segredo, foi a ela revelado. Jesus viu que ela empregaria seu conhecimento em levar outros a compartilhar de Sua graça” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 190).

Você já esteve numa situação em que julgou prudente não dizer muita coisa sobre sua fé ou suas crenças? Que razões você teve para isso? Ao relembrar a situação, você acha que poderia ter feito algo diferente? Comente com a classe.

- Ester na Pérsia - 02/08/2015

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1. Leia Ester 1:2-20. O que aconteceu ali? Que coisas, nessa história, são difíceis de entender numa perspectiva moderna? (Ao ler a passagem, lembre-se de que muitos detalhes não são apresentados.)

O banquete de uma semana que o rei Assuero deu aos seus nobres e oficiais parece extravagante e muito além do que a maioria dos cristãos poderia achar aceitável, mesmo para alguém no topo do poder político. O consumo irrestrito de álcool (Et 1:7, 8) não era incomum nessas ocasiões. Tais banquetes aconteceram em outros momentos da história bíblica, nos quais reis ofereceram banquetes a milhares de convidados em suas festas. Nesse caso, o excesso de bebidas obscureceu o raciocínio do rei a tal ponto que ele ordenou que sua esposa Vasti proporcionasse entretenimento aos convidados do rei, que eram todos homens e estavam bêbados. Isso ficava muito abaixo de sua dignidade como mulher casada e como membro da família real. Qualquer que fosse sua resposta, ela enfrentaria o dilema de perder a posição, e sua corajosa escolha de conservar a autoestima em face dos desejos perversos de um governante autocrata prepara o leitor para compreender o poder para o bem que uma mulher de princípios poderia exercer, mesmo numa corte real dominada por homens.

Nesse ínterim, porém, temos que lidar com os atos de Ester. O capítulo 2:3 dá a impressão de que as mulheres não foram voluntárias. O rei emitiu o decreto e, por isso, Ester teve que ir. Se ela se houvesse recusado, quem sabe qual teria sido o desfecho da história?

2. Leia 1 Coríntios 9:19-23. De que maneira podemos aplicar os princípios vistos nesses versos ao que aconteceu com Ester? Ou será que eles não se aplicam à história dela?

Até aqui, na história, a verdadeira heroína é Vasti, que, depois, desapareceu da narrativa. Sua modéstia e atitude com base em princípios prepararam o caminho para Ester. Porém, atitudes fundamentadas em princípios nem sempre levam a um aparente benefício. No fim, por que devemos fundamentar nossas atitudes em princípios, mesmo que não saibamos os resultados de nossos atos?

- Ester e Mordecai - 01/08/2015

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VERSO PARA MEMORIZAR: “‘Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, de todos os judeus só você escapará, pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família de seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?’” (Et 4:14, NVI).

Leituras da semana: Et 1–10; 1Co 9:19-23; Jo 4:1-26; At 17:26; Mt 22:21; Rm 1:18-20

Ester foi usada para executar uma missão de alto nível, especializada, dentro do perigoso centro político do império persa. Sua missão a envolveu numa série de contrastes notáveis. Sendo órfã, do sexo feminino e membro de uma desprezada minoria étnica e religiosa que vivia na superpotência de sua época, ela acabou se tornando a esposa do rei persa. Esse não foi um conto de fadas sobre alguém que foi da miséria à riqueza. Em vez disso, ela foi tirada da obscuridade e preparada para executar uma missão altamente especializada. Isso exigiu de Ester a arriscada estratégia de trabalhar, a princípio, secretamente. Mais tarde, ela teve que fazer uma perigosa e completa revelação de sua etnia e de sua fé.

Apoiada pelo primo e pai adotivo, Mordecai (ou Mardoqueu [ARC, NVI]), o ousado testemunho que ela deu na corte do império persa, que era dominada por intrigas, salvou seu povo, reverteu o baixo status social dos judeus e os tornou objetos de admiração em todo o império.

Sem dúvida, como resultado de sua fidelidade, o conhecimento do Deus verdadeiro se tornou mais disseminado entre seus captores pagãos. Embora não seja uma história missionária comum, a narrativa de Ester e Mordecai apresenta alguns princípios interessantes que podem nos ajudar a compreender o que significa testemunhar em circunstâncias peculiares.

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