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Lição Jovens - Mais do que palavras - 08/10/2012

Em 2 Pedro 1:19-21 é declarado que as palavras proferidas por um profeta não são propriamente dele. O termo “profeta” tem origem na palavra grega profetes, que significa “o que prevê anteriormente”. A tarefa do profeta bíblico era anunciar uma mensagem dada pelo Espírito Santo. Quando ela descia até ele, o profeta era essencialmente o porta-voz de Deus. E tão prestigiosa e elevada quanto a posição parecesse ser, poderia ser uma posição perigosa na qual se encontrava. Confira, por exemplo, Jeremias 11:18-23.

Apesar de memórias falhas, competência linguística pobre e covardia, o Espírito confiou a Seus filhos, por meio desses homens, mensagens de Deus, distintas e implícitas. E como um profeta textual, a própria Bíblia declara que seu conteúdo vem de Deus, conforme 2 Timóteo 3:16 e 17. O texto afirma que todos os escritos da Bíblia são, na verdade, de Deus. Podemos nos maravilhar sobre os livros e origens ou mesmo debater o que foi estabelecido como cânone. Contudo, em toda ela, há uma presença única e consistente. O encorajamento de Deus sempre presente é visto através de uma série de livros que têm sido escritos, estudados e apreciados por vários milênios. Mas a Bíblia é muito mais que apenas palavras ou um registro de ações e milagres impressionantes.

O que a Bíblia nos ensina sobre o Deus que a inspirou é explicado em Tiago 1:17. Qual é essa mensagem consistente? Deus é nosso provedor benevolente e mantenedor consistente.

Imagine os escribas que copiaram a Torá e os manuscritos, os autores e profetas a quem foi dada a missão de revelar o Divino em texto. Que tarefa! E ainda miraculosamente esse Criador consistente e benevolente é facilmente descoberto por meio desses volumes. Brilhando através de eras de inspiração bíblica, o Deus a nós revelado naquela ocasião está nos alcançando agora. E assim como fizeram os profetas, também precisamos – por bem ou por mal – escutar com o coração e a mente a mensagem que Ele tem para nós.

Pense nisto
 

– Por que é importante para a Bíblia declarar sua fonte de inspiração?
– Como pode a Bíblia, escrita por muitas pessoas diferentes, definir consistentemente quem é Deus?

 

Mãos à Bíblia
 

“Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 21). Como essas palavras nos ajudam a entender como funciona a inspiração bíblica?

 

4. Que aparentes diferenças existem nos relatos da morte de Judas? At 1:18; Mt 27:5

 

Durante muito tempo, os críticos da Bíblia afirmaram que esses versos davam relatos conflitantes sobre a morte de Judas. No entanto, uma pesquisa recente mostrou que a palavra traduzida como “precipitando-se” (“caiu de cabeça”, NVI), em Atos 1:18, também significa “inchando”. Portanto, é provável que, depois de se enforcar, Judas não tenha sido descoberto até que seu cadáver estivesse inchado, o que teria feito com que suas entranhas se arrebentassem. O ponto é que aquilo que a princípio parecia ser contraditório demonstrou harmonia. Não somos chamados para julgar a Palavra de Deus, mas para obedecer-lhe.

 

Ben Protasio | Salem, Oregon, EUA

Lição Jovens - Revelação confiável - 07/10/2012

A missão que Deus deu a Maria parecia impossível. A reação dela não foi tão alegre quanto Gabriel deve ter esperado. Primeiro, ela ficou amedrontada pela presença dele e confusa sobre o que aconteceria. Mas, então, Maria aceitou: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra” (Lc 1:38). Assim, ela aceitou a mais importante missão na história humana: criar o Filho de Deus, o Rei Eterno e seu próprio Salvador.

Em seu coração, Maria sabia quem era Jesus. Ela esperou com fé pelos sinais relacionados ao nascimento dEle – a promessa de um Salvador, anjos cantando e homens sábios e pastores O adorando. Observou e meditou enquanto Ele Se desenvolvia num jovem sábio, justo e humilde e quebrava seus preconceitos sobre o papel do Messias (Lc 2:19, 51). Como os discípulos que ainda lutavam para compreender a missão de Jesus, mesmo após a ressurreição (Lc 24:21), Maria teve que observar Jesus e descobrir como Ele Se encaixava na profecia do Antigo Testamento. Durante toda a vida, ela acreditou nas promessas de Deus. Sua prima Isabel profetizou sobre ela: “Feliz é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o Senhor lhe disse!” (Lc 1:45). Jesus repetiu várias vezes essa ideia sobre o poder da fé (Mc 9:23, 24; Jo 3:12; 20:29).

As verdades da Escritura são de nenhum valor em si mesmas. Temos a Bíblia para nos falar sobre Deus. Temos o cumprimento da profecia, Jesus Cristo. Mas precisamos colocar essas coisas em nosso coração. Precisamos valorizar o que Jesus fez e continua a fazer em nossa vida. Esse é o maior e melhor presente que nos foi dado.

Pense nisto
 

– Qual aspecto de sua experiência com Deus tem afetado mais profundamente sua vida e por quê?
– Uma pessoa que tem dúvidas sobre Deus pode ainda assim receber a cura dEle? Explique sua resposta.
– Onde você enxerga Deus o convidando para espalhar a verdade?

 

Mãos à Bíblia
 

1. Como os autores do Novo Testamento consideravam as Escrituras? 2Pe 1:19-21
2. Qual é a utilidade e qual é o propósito da Bíblia? 2Tm 3:16, 17
3. O que Jesus nos ensina sobre a autoridade das Escrituras? Mt 4:4, 7, 10; 22:41-46, Jo 10:34, 35

 

Não importa aquilo em que acreditamos, precisamos de um ponto de partida, um fundamento sobre o qual colocar essa crença. Para os adventistas do sétimo dia, esse fundamento é a Bíblia, a norma suprema e o árbitro da verdade.

 

Jimmy Self | Etowah, Tennessee, EUA

Lição Jovens - Revelações e o Deus nelas revelado - 06/10/2012

“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o Universo” (Hb 1:1, 2).

Prévia da semana: As Escrituras, inspiradas pelo Espírito Santo por meio dos pensamentos e palavras dos escritores bíblicos, revelam a natureza de Deus e Seu modo de lidar com homens e mulheres, e atrair Seus filhos a um relacionamento com Ele.

Leitura adicional: Sl 119:105; Mt 24:35; 1Ts 2:13; Atos dos Apóstolos, p. 583-585 (sobre Apocalipse 1:1-3)

Lição Jovens - A luta por atenção - 05/10/2012

Apesar de ficarmos inconformados cada vez que lemos sobre a idolatria de Israel ou Judá, algumas vezes nos esquecemos de que a experiência deles não é exclusiva. Idolatria é tão real hoje e mesmo mais perigosa porque os deuses de nosso mundo não são mais convenientemente rotulados como “Baal” ou “Astarote”. Ao contrário, eles são habilmente ocultos na estrutura de nossa vida diária, o que exige que estejamos mais atentos para identificá-los. Provavelmente, poderíamos sugerir uma lista de necessidades básicas que, se não formos cuidadosos, poderão facilmente se tornar uma armadilha para nós: dinheiro, comida, vestuário e habitação. Além desses, existem outros “ídolos” que Satanás usa para nos dominar. Geralmente, essas distrações vêm em forma de divertimento e entretenimento. Para alguns de nós, é o nosso time favorito ou atleta por quem torcemos fielmente. Para outros, é um ator ou programa de televisão com quem estabelecem um laço emocional ou intelectual. Para outros, ainda, é um desejo contínuo de estar conectado às redes sociais.

Isso não significa que essas atividades sejam erradas em si. Mas, como cristãos e participantes ativos na grande controvérsia, precisamos continuamente estar a postos contra as tentativas de Satanás de nos separar do Pai. Como é o caso em todos os aspectos de nossa vida, deveríamos honestamente considerar se nossas escolhas no que diz respeito à recreação nos levam para mais perto de Deus ou se elas nos distraem desse propósito fundamental.

John Wesley acreditava que não existe meio-termo entre servir a Deus e servir a Satanás. Ele estava convencido de que toda parte de sua vida “deve ser um sacrifício a Deus ou a si próprio, na verdade, ao diabo”.* Para o cristão, não existe diferença entre o religioso e o secular. Cada momento vivido – seja classificado como adoração, trabalho, ou lazer – é uma oportunidade para servir a Deus e se aproximar dEle.

Mãos à Bíblia
 

– Crie um cartaz que enfatize a importância de amar aos outros. Considere usar a seguinte frase: “Amamos a Jesus o mesmo tanto da pessoa que menos amamos.”
– Escreva uma explicação curta do plano da salvação que você poderia apresentar a um colega e outra explicação que seria mais apropriada para uma criança de oito anos.
– Escolha três ou quatro versos bíblicos de um assunto como “O plano da salvação” ou “A breve vinda de Jesus”. Copie os versos em cartões e reveja-os durante a próxima semana, até você tê-los guardado na memória. Então, busque oportunidades para compartilhar os versos com os outros.
– Distribua literatura (folhetos ou livros) para pessoas num parque, shopping ou consultório médico.
– Registre por uma semana anotações pedindo a Deus a cada dia que revele quaisquer ídolos que estejam impedindo você de fazer uma entrega total a Ele.
– Passe tempo na natureza procurando evidências de como o pecado afetou o meio ambiente.

 

* John Wesley, “A Plain Account of Christian Perfection” (1777), The Works of John Wesley, ed. Thomas Jackson, v. 11 (1872), p. 366-446.

Ryan Watson | Lincoln, Nebraska, EUA